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Desenvolvimento Local Participativo

Local: Cidade Ipava, bairro da zona sul de São Paulo, à beira da represa Guarapiranga.

A iniciativa partiu de lideranças comunitárias que lutam por melhorias na zona sul de São Paulo desde a década de 70. Em 2004, elas procuraram o Instituto de Tecnologia Social (ITS) para que pudessem viabilizar, conjuntamente, ações para melhorar as condições de vida e promover inclusão social, valorizando o potencial do bairro Cidade Ipava e das pessoas que nele vivem.

Envolver os moradores para produzir os conhecimentos necessários à solução dos problemas locais está entre os principais objetivos do projeto. A comunidade - organizada através de um Conselho de Desenvolvimento Local Participativo - mobiliza pessoas e instituições em torno de objetivos comuns, usando para isso instrumentos como a Pesquisa Popular (diagnóstico local). O estudo, realizado em 2005 por moradores de Cidade Ipava, capacitados pelo ITS em técnicas de pesquisa, digitação e organização dos dados, ajudou a definir as prioridades para gerar desenvolvimento com inclusão e deu subsídio para planejar e implementar as primeiras ações, buscando parcerias com os agentes locais, por exemplo, empreendedores e órgãos públicos responsáveis pela administração regional e serviços básicos (asfalto, esgoto, transporte, limpeza, lazer etc.).

Conforme os resultados são alcançados e uma nova dinâmica de ação comunitária começa a se formar no bairro, a comunidade acompanha as ações e busca garantir que sejam implementadas de modo a responder às necessidades da população, com indicadores de impacto social, econômico, cultural, ambiental, de inovação, entre outros. Para isso conta com a parceria do ITS e apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (Ministério de Ciência e Tecnologia - governo federal).

Desde o final de 2004, a comunidade de Cidade Ipava, bairro que fica na zona Sul de São Paulo, à beira da represa Guarapiranga, se mobiliza para alavancar o projeto Desenvolvimento Local Participativo com Tecnologia Social.

O projeto tem criado oportunidades para que os moradores participem da resolução dos problemas comuns e criem soluções adequadas à sua realidade, identificando o potencial do bairro e as habilidades das pessoas que nele vivem, e implementando ações com Tecnologia Social para desenvolver este potencial. O objetivo é gerar inclusão social e melhorar as condições de vida da população, de forma sustentável.

Para pôr o projeto em marcha, o primeiro passo foi a criação do Conselho de Desenvolvimento Local, grupo que reúne lideranças comunitárias e moradores antigos no bairro, com histórico de lutas pela melhoria das condições de vida na região.
Para eles, a formação deste Conselho significou superar o antigo “jeito de fazer” a luta popular, baseado sempre – e quase que exclusivamente – na reivindicação ao Estado. Isso porque o Conselho procura ir além, chamando para si a responsabilidade de articulador e condutor do processo de desenvolvimento local.

Participam dessa articulação as associações da sociedade civil que realizam trabalho no bairro (ONG Conviver é Viver, Associação Beneficente Guainumbí e Biblioteca São Lucas), representantes da igreja católica e de escolas públicas, os agentes de saúde e a subprefeitura do M’Boi Mirim, responsável pela administração do Distrito do Jardim Ângela, onde se localiza Cidade Ipava.

Pesquisa popular

Nas reuniões iniciais do projeto, a comunidade enxergou a Pesquisa Popular como um instrumento importante para conhecer a sua realidade (apontando não só os problemas, mas também as potencialidades) e identificar as necessidades e demandas da população.
O estudo foi realizado por moradores capacitados pelo ITS em técnicas de entrevista, coleta e registro dos dados, digitação das respostas e organização dos dados em gráficos e tabelas. Além disso, contaram com uma formação em desenvolvimento local, educação ambiental e cidadania.

Os pesquisadores populares entrevistaram 1.163 famílias (cerca de 25% do total) e todos os 144 pontos de comércio e serviços, aplicando um questionário que também ajudaram a construir.

Desde o momento da formação e, logo depois, quando saíram às ruas, os pesquisadores e os membros do Conselho atuaram como agentes de transformação social, sensibilizando e envolvendo a população no projeto. As pessoas se viram implicadas num processo de transformação do lugar onde vivem, o que afetou diretamente tanto a aceitação em responder à pesquisa (os índices de recusa foram próximos a zero) e a própria qualidade e confiabilidade das respostas, que foi bastante alta. Conseguiu-se, dessa maneira, uma nova qualidade para este conjunto de informações, ao juntar o conhecimento popular, da comunidade, com o conhecimento científico.
Com os dados já computados, os pesquisadores e conselheiros do desenvolvimento local puderam construir uma visão diferente sobre o lugar onde vivem e, nas discussões que se seguiram, partiram para a formulação de projetos, com a assessoria do ITS.

A Pesquisa Popular tornou-se, dessa forma, um instrumento importante para a comunidade definir as prioridades para melhorar sua condição de vida, desenhar as estratégias do desenvolvimento local, na forma de um Plano de Ações, e fazer as parcerias necessárias para viabilizar os primeiros projetos.

O asfalto e o esgoto foram as principais reivindicações apontadas na pesquisa, o que favoreceu a intervenção da Subprefeitura do M'Boi Mirim, com as obras para ampliar o asfalto, e da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), com as obras de saneamento.

Telecentro Comunitário

A Pesquisa Popular realizada em Cidade Ipava também revelou que a população queria ter oportunidade de se capacitar em informática. Esta demanda deu origem ao Telecentro Comunitário de Cidade Ipava, que se tornou auto-sustentável pelas mãos da comunidade.

Cada aluno paga R$ 15 reais por mês para aprender a linguagem dos computadores e da internet, com a ajuda de monitores que também são pesquisadores populares. Até dezembro de 2006, duas turmas tinham se formado e recebido os certificados de conclusão do curso básico em informática, no total de 158 alunos.

Projeto Arborização Urbana com participação popular

Um Lugar Melhor para Viver é o projeto de arborização de ruas e educação ambiental que a comunidade dos bairros Cidade Ipava, Jardim Aracati e Vila Gilda (zona sul de São Paulo) semeia e vê crescer, desde fevereiro de 2007, com a adesão de milhares de moradores para adotar uma árvore na frente de casa ou do seu comércio.

O projeto, selecionado em edital público da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, prevê o plantio de 4 mil mudas nativas da Mata Atlântica ao longo de 12 km de vias públicas, com recursos do FEMA - Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Uma equipe de agentes de defesa do meio ambiente, selecionada entre os moradores de Cidade Ipava, foi capacitada em técnicas de plantio e Educação Ambiental. Além de plantar as mudas, eles carregam a missão de passar adiante os conceitos que aprenderam sobre meio ambiente e informações sobre como cuidar das árvores e garantir seu crescimento em área urbana. Esta atividade está integrada ao projeto Desenvolvimento Local Participativo com Tecnologia Social.

Quem participa

Conselho de Desenvolvimento Local Participativo

Moradores: Edson Correa da Cruz, José Alves de Lima, Arthur Peixoto, Fernando Gouveia e Patrícia Ribeiro

Associações de bairro: Conviver é Viver, Associação Beneficente Guainumbí, Biblioteca São Lucas.

Unidade Básica de Saúde do Aracati, por meio dos agentes de saúde.

Instituto de Tecnologia Social

Gerente executiva: Irma Passoni

Coordenador de projetos: Jesus Carlos Delgado Garcia

Equipe envolvida: Roberto de Albuquerque, Marisa Gazoti de Lima, Thiago Fernandes Brizolla, Almir Roveran, Armelindo Passoni, Marcelo Elias de Oliveira, Edilene Luciana Oliveira, Beatriz Rangel, Philip Ueno e Sandra Felizatto

Pesquisadores Populares

Elba Oliveira Pereira, Graziane Correa da Cruz, Caio Fernando da Silva Gouveia, Elisangela de Castro Ferreira, Jonathan S. Sousa, Maria Goreti Jesus Brandão, Roberto de Albuquerque, Marlene Aparecida de Oliveira Eufrázio, Antonio Fernando Barbosa de Jesus, Nanci Soares Cardoso, Edina Ferreira de Souza e Maria Aparecida da Silva

Equipe de Agentes de Defesa do Meio Ambiente

Edina Ferreira de Souza, Geneide Batista Ribeiro, Antônio Fernando de Jesus, Pedro de Jesus Brandão, Luiz Carlos Batista da Silva e Edinei Almeida Santos

Monitora do Telecentro Comunitário Cidade Ipava

Maria Goreti Jesus Brandão

Secretaria do Verde e Meio Ambiente - Prefeitura Municipal de São Paulo

Secretário Eduardo Jorge Sobrinho

Subprefeitura do M’Boi Mirim

Subprefeito Lacir Baldusco

Apoio

Ministério de Ciência e Tecnologia

Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social